Publicado por: Sindy Guimarães | Outubro 4, 2011

Dói

As coisas continuam acontecendo
num fluxo interminável e infinito
onde minha vontade é invisível.
As coisas não me perdoam
e é como se essa sádica festa surpresa
fosse planejada pra mim.
As coisas acontecem
e chegam como se o mundo
procurasse me pregar um peça.
As coisas…
Nunca deixam de vir.

Publicado por: Sindy Guimarães | Outubro 2, 2011

Reza

Algumas coisas acontecem
e é como nascem
que não me apetecem.

Sinto mágoa e sinto raiva.
Uma situação acusativa
que me faz tão furtiva.

Publicado por: Sindy Guimarães | Setembro 9, 2011

11 de Agosto, Frio

É pegajoso e pesado
e me lembra que as coisas já não são mais como antes.

Gruda e impede os movimentos.

Às vezes até esqueço
e vejo como se fosse parte de mim.

A música toca
e danço com a outra parte de mim.

Somo um e somos perfeitos
um para o outro.

E dessa união tão ensaiada,
ninguém repara que o plano não era esse.

Publicado por: Sindy Guimarães | Setembro 2, 2011

Vergonha do antes

Só vendo outro fraco pra perceber que você também é.
E ai tudo muda.

Publicado por: Sindy Guimarães | Setembro 1, 2011

Tudo é possível e nada é para sempre

Uma das coisas mais interessantes do mundo são as infinitas formas de não se mostrar.
Uma das coisas mais maravilhosas do mundo são as incontáveis artes de se reinventar.

Publicado por: Sindy Guimarães | Setembro 1, 2011

Silence

I guess.
You guess.

No clear answer can be found.

Publicado por: Sindy Guimarães | Agosto 31, 2011

Pensamento XXXIV

Algumas coisas estão certas
só dentro da nossa cabeça.

Publicado por: Sindy Guimarães | Agosto 31, 2011

Amanheceu

Aqueles dias em que a vida arde sem explicação.

E antes que eu vise,
você me surpreendeu.

Publicado por: Sindy Guimarães | Agosto 31, 2011

Ouça e escute

Palavras são engraçadas.
Não dá pra brincar com elas.
Não dá pra levá-las a sério.

Me incomoda as que não me alcançam.
Me incomoda as desnecessárias.
Ma incomoda a falta delas.

Me irrita não encontrar as corretas.
Me irrita as sem valor.
Me irrita muitas delas.

Publicado por: Sindy Guimarães | Agosto 28, 2011

Visão

Ainda me impressiono com a quantidade de coisas que ocupam o meu lugar.
O meu lugar nos vários lugares.

Publicado por: Sindy Guimarães | Agosto 26, 2011

Razão

“Será que vou morrer na praia?”
É a pergunta que tenho me feito mesmo antes de abandonar o blog.

Atividade que por sinal eu nunca deveria ter abandonado como o fiz. Não me lembro, com tanta certeza quanto gostaria, em que momento me privei da liberdade de me expressar como o fazia. Só hoje, tempos depois, vejo como isso me fez falta. E ainda me faz.

Por razões um tanto quanto inesperadas, resolvi abrir a página do blog e reler o que eu escrevia. Evito muito reler o que escrevo, salvo as vezes em que com sinceridade abraço um texto ou outro. De qualquer maneira li e me surpreendi. Não com a qualidade ou falta dela. Mas com o conteúdo e a lembrança do quanto isso tudo era de alguma maneira importante pra mim.

No momento tenho procurado me dedicar à atividades e pessoas importantes pra mim, para que isso me ajude a encontrar o que tenho buscado sem qualquer sucesso. E espero que aproximando essas algumas poucas coisas de mim eu consiga soluções.

Muitas das respostas eu tenho. Mas não me perguntem o que faço delas.

Não prometo afinco ou dedicação como antes me comprometia a ter. Muito menos textos como antes. Mas que descubramos o que ainda resta.

Publicado por: Sindy Guimarães | Março 11, 2010

Pensamento XXXIII

“Dizer é calar algumas coisas em algum lugar.”
Sindy Guimarães

Publicado por: Sindy Guimarães | Janeiro 27, 2010

Resposta: “Carta dos que habitam as águas”, de Fernando Marinho

Querido,
por que não me escreve com a mesma frequência de antes? Despedi-me de ti com olhos marejados e já cheios de saudade… Nada pesa sua consciência?

Segurei-me forte junto ao porto: serei sempre aquela que esperará. Portos não perseguem navios, meu Bem. É simples e doloroso assim.

A cada dia que passa e junto à praia você não volta, conto minha meia vida, que antes era cem por cento. Sou hoje um fantasma das nossas fotos, risos e cheiros. Ainda sinto sua mão no meu ombro quando penso em chorar, e seus lábios nos meus quando penso em desistir… Por que não volta?

Olho para frente, o vento sopra palavras de consolo. O céu mistura-se com o mar: foi ali que se perdeu de mim? Meio a essa imensidão azul-heróica… Pra mim você nunca precisou ser nada mais que homem. Todavia sempre compreendi seu desejo e dom para empunhar a espada e as armas e a coragem dos homens que na terra caminham.

Querido, você precisa voltar… Nossa filha já aprendeu a chamar por você… Não consegue ouvir?

Estarei no porto esperando você voltar para o seu lado da cama, para a sua manhã de domingo enroscado em mim, para a vida que me prometeu continuar antes de partir.

Com uma vida de curtos passos e poucas palavras no colo,
a Esposa.

P.S.: Na proxima carta lhe mandarei um desenho que nossa filha fez quando viu uma foto sua de farda.

Festa de Despedida

http://versoseprosa.wordpress.com/2010/01/23/carta-dos-que-habitam-as-aguas/

Publicado por: Sindy Guimarães | Janeiro 27, 2010

Um mundo cego à sua presença…

Há tempo desejo dar-te algo
que ainda não sei exatamente como será.
Mas finalmente compreendi meu papel nisso tudo.

Eu sou a consessão para falar
e o desespero para me encontrar.

Você nunca me prometeu nada
e eu sempre fingi que havia.
Só não se esqueça que
o que eu não vejo
é apenas fingido.

Espero que quando o fim estiver chegando
você saiba o caminho de volta,
saiba desascelerar,
saiba me dar o que antes não pôde.

Publicado por: Sindy Guimarães | Janeiro 21, 2010

Nada pára

Ouvi que a vida é o que se briga lá fora,
sob o sol ou a chuva, desejando uma nova aurora.

A vida é também um pouco de sorte
e um picolé para refrescar a morte.

Vi que o tempo nem sempre cura…
E que nem sempre esqueço qualquer uma jura.

Confesso que nem todo dia saberei como ser madura
e deixar de ser qualquer outra criatura.

Sempre tive com o amor um problema,
que pra mim é um insolucionável sistema.

Morro de medo de perder o que consegui
e de cair por terra tudo o que um dia cri.

Não gosto sequer do que sou,
mas admiro o que restou.

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